
Com base num artigo da Visão, que achei bastante pertinente, sobre as criancinhas de hoje em dia, a que chamo a geração das criancinhas insuportáveis, hoje em dia, com sinais por todo lado . Há que não generalizar, acredito que ainda, a maioria, não será assim, mas que há sinais e uma proporção um pouco preocupante, principalmente com a divulgação por parte dos media. Diz o artigo da Visão, o seguinte: A criancinha quer computador, consolas, telemóvel. A gente dá. A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa. A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate. A criancinha quer hambúrgueres, pizzas, Cocas, e afins .A criancinha quer roupa de marca. A gente dá porque coitadinha da criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente. A criancinha quer ficar a ver tv até tarde. A gente deixa. A criancinha desata num berreiro no restaurante, no mercado, a gente faz a vontade e cede á chantagem…Entretanto, a criancinha cresce, começa a pedir mesada, semanada. A criancinha já estuda. Às vezes até passa de ano. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada. A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada, sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a tv fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».A criancinha cresce. Cresce e cresce, continuará a viver na casa dos papás, provavelmente, não terá um emprego. Não é este um retrato da realidade dos dias de hoje, das escolas, das famílias? Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos. Isto são os Paizinhos que se dizem modernos. É por isso que hoje em dia não há respeito por ninguém, em lado nenhum, por isso, é que acontecem os casos do “dá-me o telemóvel…”, o piadão que se acha a estas coisas, o destaque hoje em dia da comunicação social, transformando miúdos mal-educados, em heróis do You Tube, da internet. Os mesmos que criticam, as gerações actuais e dizer que antigamente, é que era, como se não tivessem nada a ver com isso, são os mesmos que falharam, por incompetência, ou por não querer saber, na educação das gerações seguintes, que por falta de referências, são educadas e entregues, á sua própria sorte…


0 comentários:
Enviar um comentário